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  <title>DSpace Collection:</title>
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  <id>http://hdl.handle.net/10174/259</id>
  <updated>2026-04-05T23:00:57Z</updated>
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    <title>Agant corpora coelestia in sublunarem mundum an non? ciência, astrologia e sociedade em Portugal (1593-1755)</title>
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      <name>Carolino, Luís Miguel Nunes</name>
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    <updated>2014-06-27T11:24:09Z</updated>
    <published>2000-01-01T00:00:00Z</published>
    <summary type="text">Title: Agant corpora coelestia in sublunarem mundum an non? ciência, astrologia e sociedade em Portugal (1593-1755)
Authors: Carolino, Luís Miguel Nunes
Abstract: "Sem resumo feito pelo autor" A historiografia da Ciência em Portugal, estudando a realidade dos séculos XVII e XVIII, tem-se centrado no debate sobre o "atraso cientifico" português. Do seu ponto de vista, Portugal mantivera-se isolado face à eclosão da "Revolução Científica" que marcara a Europa desse período. Não haviam aqui nascido nem desenvolvido suas teses determinantes nenhum Galileu, Descartes ou Newton... Diferentes foram, contudo, as formas de gerir esta "realidade". Se uns autores esforçadamente procuraram encontrar nos pensadores portugueses os percursores que, de alguma forma, antiveram essa revolução intelectual, outros atenuaram o isolamento português em relação à Europa e outros ainda, mais desesperados, não deixaram de apontar a estranheza total do "espírito nacional" - como gostaram de afirmar - a esse dinamismo cultural e científico que vivificou a maioria dos europeus dessa época.&#xD;Há, todavia, várias razões que explicam esta posição. Uma delas prende-se directamente com os cultores desta área de conhecimento em Portugal. A História da Ciência entre nós tem sido desenvolvida maioritariamente quer por investigadores&#xD;
provenientes da área das Ciências Exactas e das Ciências Naturais quer&#xD;
por autores que se situam no campo da História da Cultura, sem que&#xD;
tenha existido entre ambas as partes um verdadeiro esforço por operar&#xD;
a interdisciplinaridade que caracteriza esta disciplina. Daqui&#xD;
resulta que não obstante os estudos muito meritórios e fundadores que&#xD;
desenvolveram, a perspectiva seguida foi frequentemente marcada pelo&#xD;
anacronismo.&#xD;
Contudo, ao contrário do que transparece das suas obras, a&#xD;
Europa do século XVII foi atravessada por um debate riquíssimo&#xD;
envolvendo temáticas muito diversas, onde se cruzaram correntes&#xD;
culturais tão distintas como o Neo-Platonismo, o Atomismo e o&#xD;
Aristotelismo. É certo que aquilo que veio a resultar no que hoje&#xD;
designamos de "Revolução Científica" foi apenas uma das mais felizes&#xD;
sínteses desse século, mas foi também apenas um dos compromissos à&#xD;
partida possíveis. O nascimento da Ciência Moderna não foi, portanto,&#xD;
um processo linear, uma caminhada de teoria em teoria até à tese certa.&#xD;
No presente trabalho ao invés de perspectivar a ciência como&#xD;
um progresso da racionalidade, pretendemos ilustrar como&#xD;
frequentemente sobre questões determinadas mas determinantes no&#xD;
debate filosófico, coexistiam posições muito modernas ao lado de&#xD;
outras bem mais antigas. A questão historiográfica não se deve,&#xD;
portanto, reduzir à constatação da defesa da tese X e da posição Y.&#xD;
Mais do que um levantamento da (in)existência de "teses modernas",&#xD;
há que estudar os compromissos culturais e científicos, perceber&#xD;
a sua razão e traçar os seus limites. Tal é o que pretendemos fazer&#xD;
com o trabalho que agora se inicia.&#xD;
articulam as posições nucleares do Aristotelismo característico da Segunda Escolástica vigente no Portugal seiscentista, inicia-se com a I parte a análise da teoria da influência dos corpos celestes na região terrestre. No primeiro capitulo examinar-se-á esta tese em pormenor, no segundo traçar-se-ão os seus limites, discutindo a hipótese do conhecimento astrológico no contexto da intensa polémica renascentista e contra-reformista em torno deste saber, e, no capítulo 3, a análise recairá sobre o recurso licito às influências astrais, nomeadamente no que se refere à medicina, à meteorologia e outros aspectos com esta relacionados.&#xD;
Se a primeira parte se deteve nos aspectos mais teóricos, a segunda em contrapartida procurará analisar o impacto da teoria da influência planetária na sociedade da época. Assim, o capítulo 4 focar-se-á na parenética e na utilização retórica desta posição e o capítulo seguinte na relação entre esta teoria e as crenças messiânicas que marcaram a sociedade da época. Esta II parte termina com um estudo sobre os almanaques astrológicos, peças responsáveis em grande parte pela vivência social da teoria da influência astral.&#xD;
Na terceira parte analisar-se-ão os aspectos dinâmicos, o que equivale a dizer o processo complexo que conduziu a uma desacreditação desta teoria no campo da filosofia natural. O capitulo 7 centrar-se-á nos fenómenos cósmicos surgidos em finais do século XVII e inícios do seguinte. Estes fenómenos conduziram à defesa de novas teses e, em princípio, questionariam a presente teoria da influência celeste. No capitulo 8 estudar-se-ão as alterações sugidas ao nível dos critérios de constituição e validação do saber cientifico e, por, fim o capítulo 4 traçará o perfil da critica de cariz iluminista a que, a partir do século XVIII, a astrologia se viu submetida.;</summary>
    <dc:date>2000-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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    <title>A personalidade científica de António Gião</title>
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    <author>
      <name>Tiago Oliveira, José Carlos</name>
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    <id>http://hdl.handle.net/10174/5049</id>
    <updated>2013-02-14T14:20:18Z</updated>
    <published>2012-01-01T00:00:00Z</published>
    <summary type="text">Title: A personalidade científica de António Gião
Authors: Tiago Oliveira, José Carlos
Abstract: A presente Tese aspira a ser a primeira biografia de um cientista olvidado, e justificar tal&#xD;
esquecimento. Inicia-se no postular de uma metodologia – a pragmática do discurso científico&#xD;
– e com uma revisão de literatura actual pertinente.&#xD;
Uma vida intelectual começada em Coimbra, com a autonomização de um jovem que&#xD;
escreve cartas e vai a congressos, sem querer saber do apoio dos seus Lentes.&#xD;
Estrasburgo e Bergen representam uma maturidade precoce, associada, na cidade&#xD;
alsaciana, à publicação de textos em francês e alemão, sendo de relevar para as notícias de&#xD;
eventos; na norueguesa, à participação na descoberta dos métodos que originam os três livros&#xD;
de Paris, onde ocorrerá o primeiro grande conflito, que o isola.&#xD;
Frutos desse isolamento, um trajecto pouco conseguido pela Física Fenomenológica, e&#xD;
inúmeros projectos sem sequência.&#xD;
A guerra e o “exílio” em Reguengos levam-no a uma fulgurante mudança para a Física&#xD;
Fundamental, essencialmente vivida em Paris, com expressão também em periódicos&#xD;
portugueses. Trajecto bruscamente interrompido em 1951, ano em que se afasta de Louis de&#xD;
Broglie.&#xD;
O retorno à Meteorologia dá-se a partir de um invento, cujo insucesso se dilui na larga obra&#xD;
em torno àquela ciência. As suas relações mais fortes estão doravante em Itália, e acede aos&#xD;
temas propostos por Piccardi, que serão abordados.&#xD;
O regresso a Portugal, em 1960, é marcado por uma intervenção mais eclética, pois ensina&#xD;
duas disciplinas na Faculdade de Ciências, sendo que nesta instituição se acumulam&#xD;
diferendos com estudantes e colegas; e dirige a partir de 1963 o Centro de Cálculo Científico,&#xD;
sendo assim ambos – o Centro e o Director – pioneiros da Informática em Portugal; o seu&#xD;
perfil científico é, nos anos finais, o da revista do Instituto Gulbenkian de Ciência, onde passa&#xD;
a publicar quase exclusivamente. Às áreas da Meteorologia e da Física Matemática, vêm&#xD;
juntar-se a Climatologia Dinâmica (com reconhecimento público), a Cosmologia (com visível&#xD;
internacionalização) e de novo as partículas elementares, onde são abandonados os modelos&#xD;
dos anos 40, pronunciando em 1967 a conferência que pode ter sido o seu “canto do cisne”,&#xD;
dado que o esboço de memórias que apresento contém uma enorme amargura.&#xD;
Estes tópicos são abordados cronológica e tematicamente. A Tese aborda quase uma&#xD;
centena de documentos essencialmente inéditos, e culmina com uma sistemática.               ABSTRACT&#xD;
This Dissertation aims to be the first biography of a scientist fallen into oblivion, and to&#xD;
explain how he was forgotten. It starts by the postulation of pragmatics of scientific discourse&#xD;
as a methodology, and reviews pertinent literature on scientific biographies.&#xD;
His career starts as an independent young student, writing to scholars and attending&#xD;
scientific meetings unconcerned with his masters.&#xD;
Strasbourg and Bergen are instances of his early maturity, linked in the former with early&#xD;
papers in French and in German, some of them as reports of scientific events; in the latter, in&#xD;
the conception of mathematical methods published as three books in Paris. Here, the first&#xD;
major conflict will take place, enacting his isolation.&#xD;
A fruit of his loneliness will be an inconsequent travel along Phenomenological Physics.&#xD;
War and “exile” in his native village lead him swiftly towards Fundamental Physics,&#xD;
expressed in his return to Paris and through publication in Portuguese journals. A lifeline&#xD;
suddenly interrupted in 1951, when the rupture with his mentor, Louis de Broglie, occurred.&#xD;
Gião’s start-over in Meteorology begins in 1952 through an invention; the absence of&#xD;
success of this device merges unnoticed among his large scientific production. These are the&#xD;
Italy years, and Piccardi’s experiment appears as a new subject in his research.&#xD;
Return to Portugal in 1960 is the moment of eclectic intervention:&#xD;
– he teaches two chairs in the Faculty of Sciences;&#xD;
– there, however, conflicts take place, towards the students and colleagues;&#xD;
– he heads the “Centro de Cálculo Científico” since 1963, thus being – both the Centre and&#xD;
the Director – the pioneers of Informatics in Portugal;&#xD;
– the journal of his Centro coincides from there onwards with his scientific profile.&#xD;
Meteorology, with an emphasis in Dynamic Climatology, Mathematical Physics, and&#xD;
Cosmology are main areas of work, as well as particle physics, where he abandons models&#xD;
developed in the forties;&#xD;
– his 1967 conference may have been the “swan’s farewell song”, since the next (and last)&#xD;
two years are of residual publishing after a severe kidney disease.&#xD;
The above topics are treated both chronologically and thematically. The Dissertation&#xD;
reviews a hundred original documents and concludes with a systematic analysis.</summary>
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