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  <title>DSpace Collection:</title>
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  <id>http://hdl.handle.net/10174/18334</id>
  <updated>2026-08-04T18:29:09Z</updated>
  <dc:date>2026-08-04T18:29:09Z</dc:date>
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    <title>As desventuras de um preconceito Capítulo 4-1: Nota comparativa sobre a instrumentalização “generosa” do preconceito em Lepe e em Évora, à luz do aparelho das três fontes</title>
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      <name>Santos, José Rodrigues dos</name>
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    <updated>2026-07-28T10:55:07Z</updated>
    <published>2026-07-18T23:00:00Z</published>
    <summary type="text">Title: As desventuras de um preconceito Capítulo 4-1: Nota comparativa sobre a instrumentalização “generosa” do preconceito em Lepe e em Évora, à luz do aparelho das três fontes
Authors: Santos, José Rodrigues dos
Abstract: Quis a lógica da investigação que encontrássemos na literatura científica sobre “humor étnico” e estigmatização de certas populações (Davies, 1990, 2011), a identificação do paralelismo entre os anedotários depreciativos sobre os Alentejanos e os habitantes da cidade de Lepe (Huelva, Andaluzia). Ao estudar o processo de formação, difusão e decadência do preconceito anti-leperos, confirmou-se a similitude entre os dois casos, desde a fase inicial, à tentativa de instrumentalização e seus resultados no curto prazo.  Mas revelou-se também a enorme diferença verificada na evolução a mais longo prazo entre as duas sociedades. A bifurcação intervém com a modernização endógena da sociedade rural de Lepe e da sua região que contrasta singularmente com a do Alentejo, e com ela a divergência (pelo menos cronológica) no estatuto do preconceito. O género, tal como o das anedotas “de alentejanos” já examinado no capítulo 1, opera sistematicamente sobre um único eixo: a incapacidade cognitiva. O que a convergência com o caso alentejano, já examinado no capítulo 1, torna patente não é apenas temática — é sintáctica: o mesmo pequeno número de mecanismos lógicos gera, nas duas línguas, o mesmo efeito.</summary>
    <dc:date>2026-07-18T23:00:00Z</dc:date>
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    <title>As desventuras de um preconceito - cap.1- Arqueologia do tema "Vagar"</title>
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      <name>Santos, José Rodrigues dos</name>
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    <updated>2026-07-09T16:26:56Z</updated>
    <published>2026-04-08T23:00:00Z</published>
    <summary type="text">Title: As desventuras de um preconceito - cap.1- Arqueologia do tema "Vagar"
Authors: Santos, José Rodrigues dos
Abstract: Este trabalho examina o projecto Évora_27 — candidatura de Évora a Capital Europeia da Cultura 2027 — como caso de estudo de um paradoxo estrutural recorrente nas políticas culturais de territórios periféricos europeus: o recurso a um estereótipo negativo como matéria-prima da valorização cultural acaba por confirmar e reproduzir o preconceito que pretende superar. O conceito central da candidatura — o "vagar alentejano", proposto como «outra arte de existência para a Humanidade» — serve de fio condutor a uma análise que se desenvolve em três planos articulados: o discursivo, o histórico e o epistemológico. O estudo incide sobre o discurso que precede e acompanha o projecto Évora_27. Não é senão indirectamente que a realidade social do Alentejo está a ser observada — embora seja com ela que seremos pontualmente levados a confrontá-lo. O plano discursivo examina o funcionamento retórico do corpus oficial — bidbook, website, comunicados, open calls, declarações dos seus responsáveis — e procura identificar dois níveis de enunciação. O plano discursivo trabalha sobre o preconceito, omnipresente nas proposições iniciais, sobre a sua identificação, a sua designação como obstáculo e a sua proposta de «reinterpretação»</summary>
    <dc:date>2026-04-08T23:00:00Z</dc:date>
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    <title>As desventuras de um preconceito - cap. 3: As 3 fontes do preconceito</title>
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      <name>Santos, José Rodrigues dos</name>
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    <updated>2026-07-09T16:24:05Z</updated>
    <published>2026-05-18T23:00:00Z</published>
    <summary type="text">Title: As desventuras de um preconceito - cap. 3: As 3 fontes do preconceito
Authors: Santos, José Rodrigues dos
Abstract: Génese, elaboração e difusão do preconceito anti-alentejano: três fontes, três lógicas sociais&#xD;
		José Rodrigues dos Santos&#xD;
1. Se o preconceito tem uma história&#xD;
"Estereótipo, preconceito, estigma"&#xD;
Enquanto factos sociais publicamente observáveis, os comportamentos a que se referem esses termos aparecem na vida corrente como algo tão "natural", tão consensual, que se confunde com a própria cultura em que circulam. O uso das formas culturais normalizadas não pressupõe nem é acompanhado pela atitude reflexiva que interrogue a sua origem, o seu modo de constituição no tempo e no espaço sociais. O que é presente e comummente observado e utilizado tende a ser considerado como tendo existido desde sempre e com vocação a durar para sempre. O erro da consciência comum, quotidiana, consiste precisamente em encarar as coisas sociais sub specie aeternitatis, quando por natureza intrínseca elas são contingentes e devem ser encaradas na sua circunstância temporal, ou seja, submetidas à duração e à mudança no tempo. Acresce o facto de esse senso comum não operar as distinções necessárias entre as três noções: estereótipo, preconceito, estigma.&#xD;
As questões aqui tratadas são as seguintes: (i) Desde quando existe o preconceito contra os "alentejanos", tanto quanto possam testemunhar os arquivos? (ii) Quais as situações, os grupos e os mecanismos sociais associados à criação e à difusão do preconceito? (iii) Quais as fases temporais que marcam a sua formação e difusão? (iv) Como dar conta da existência e da persistência do preconceito contra "os alentejanos", comparadas com a relativa moderação ou ausência de preconceitos relativos a outras regiões (Minho, Douro, etc.)?</summary>
    <dc:date>2026-05-18T23:00:00Z</dc:date>
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    <title>As desventuras de um preconceito - cap.2- Alentejo: uma história diferente</title>
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      <name>Santos, José Rodrigues dos</name>
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    <updated>2026-07-09T16:16:14Z</updated>
    <published>2026-04-26T23:00:00Z</published>
    <summary type="text">Title: As desventuras de um preconceito - cap.2- Alentejo: uma história diferente
Authors: Santos, José Rodrigues dos
Abstract: Eis-nos à entrada do segundo caminho: a confrontação entre o preconceito e a realidade empírica. Com efeito pretender que uma realidade existe ("os alentejanos são lentos e ociosos") levanta um problema que ficou inteiramente ignorado pelo Évora_27 e adiado por nós, a saber, o da prova da verdade do enunciado, ou a sua refutação. É com efeito extraordinariamente surpreendente que nunca surja qualquer dúvida quanto à realidade eventualmente subjacente ao preconceito/cliché/estigma, ou à sua ausência. O que nos diz a história dos alentejanos quanto à sua capacidade de agir, de contestar colectivamente e as condições que lhes são impostas, com a velocidade que as circunstâncias exigem, em vez de esperar indefinidamente, com paciência "filosófica", que elas se esvaiam por si mesmas?&#xD;
E quanto à sua capacidade para perseverar no dia a dia e de ano para ano, a visar subsistir mantendo, enquanto indivíduos ou famílias, a sua dignidade fundamental e identidade colectiva — o que se chama aqui (e bem) a sua "honra"? Como proceder? Confrontemos cada um dos atributos que formam o estigma com os dados histórico-sociológicos disponíveis. Um caveat: o material que apresentamos é uma pequena fracção do acervo histórico existente; pretendemos que, apesar da limitação, essa parte é representativa de uma historiografia do tempo longo sobre a relação entre as classes trabalhadoras alentejanas, as classes de proprietários das terras e as autoridades políticas locais e nacionais.</summary>
    <dc:date>2026-04-26T23:00:00Z</dc:date>
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