Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10174/42053

Title: A Biodiversidade terrestre das Ribeiras da Toutalga e São Pedro (Serpa, Sobral da Adiça)
Authors: Oliveira, Amália
Potes, Miguel
Novais, Maria Helena
Duque, Jorge
Costa, Maria João
Bortoli, Daniele
Penha, Maria Alexandra
Oliveira, Rui
Santos, João
Costa, Diogo
Mendes, Ana
Morais, Manuela
Editors: Morais, Manuela
Mussagy, Aidate
Issue Date: Sep-2025
Citation: Oliveira A., Potes M., Novais M.H., Duque J., Costa M.J., Bortoli D., Penha M.A., Oliveira R., Santos J., Costa D., Mendes A., Morais M., 2025. A Biodiversidade terrestre das Ribeiras da Toutalga e São Pedro (Serpa, Sobral da Adiça). Livro de resumos do XXV Encontro da Rede de Estudos Ambientais de Países de Língua Portuguesa-REALP | I Encontro do Projeto de Consorcio ERASMUS AMbIente e GestãO – AMIGO, pp. 63-66, 01-05 Setembro 2025, Évora, Portugal, ISBN | 978-972-778-472-1. https://www.realpamigo2025.uevora.pt/wpcontent/uploads/2025/10/LIVRO-DE-RESUMOS-REALP-AMIGO2025_20_10_2025.pdf
Abstract: O projeto INTERLAYER “The complex INTERlink of safeguarding wAter availabilitY and quality to mitigate and adapt to hydroclimatic extRemes” centra-se na forma como as tecnologias de retenção de água podem contribuir para melhorar a resiliência, a adaptação e a atenuação de fenómenos hidroclimáticos extremos, de modo que as técnicas de Slow Hydrology (SH) disponíveis sejam utilizadas em futuros Planos de Gestão de Bacias Hidrográficas. Para tal, foram criados quatro Living Labs (LL) em quatro bacias hidrográficas europeias contrastantes, para incluir e comparar diferentes regiões edafoclimáticas europeias com diferentes caraterísticas geológicas. Um destes Living Labs situa-se no sul de Portugal, junto à fronteira com Espanha, incidindo sobre dois rios temporários (Ribeira de S. Pedro e Ribeira da Toutalga) caracterizados pela escassez de água principalmente no período seco, mas também pela ocorrência de cheias repentinas. Os rios temporários (RTs) ocorrem naturalmente nas regiões áridas e semiáridas que cobrem aproximadamente 40% da superfície total (Thornes, 1977), sendo também característicos das regiões com clima mediterrânico, onde a maioria dos tributários dos grandes rios são temporários (Bonada & Resh, 2013). Para Portugal estima-se que 46% das massas de água são temporárias, com especial destaque para as bacias do Sul de Portugal (Guadiana, Sado e Mira), onde os RTs cobrem 70% da rede hidrológica.Os RTs, são sistemas extremamente dinâmicos mesmo nos períodos secos, com elevada biodiversidade. São muito importantes ao nível dos Serviços de Ecossistemas porque desempenham diversos papeis ao nível do funcionamento global dos sistemas (Datry et al., 2017; Cid et al., 2020; Stubbington et al. 2020). Refira-se nomeadamente: 1) constituem importantes corredores para deslocação de vertebrados, utilizados por pequenos mamíferos, répteis e aves em zonas desérticas e mediterrânicas (Sánchez-Montoya et al., 2016); 2) são locais de residência de pequenos vertebrados terrestres, habitat húmido utilizado por lebres, ratos (Sánchez-Montoya et al., 2016); 3) constituem um habitat de espécies ainda não descritas, por exemplo diatomáceas no sul de Portugal (Morales et al., 2022, 2023); 4) são refúgio para espécies lóticas, durante os eventos extremos de seca e enxurrada, (Stubbington & Datry, 2013); 5) promovem a dispersão, nomeadamente dos organismos terrestres de zonas áridas que apresentam uma maior extensão do período seco (Storfer et al., 2010); 6) desempenham um importante papel no ciclo do carbono e no processamento de matéria orgânico, quantificado em vários RTs à escala global, assim como na regulação do clima (Stubbington et al. 2020); 7) promovem a mitigação das enchentes e da escassez de água; 8) providenciam alimento para o ser humano, quer peixe, áreas agrícolas, assim como são utilizados na alimentação de gado doméstico nas regiões mais secas (Stubbington et al. 2020) mesmo em todo o Mediterrâneo incluindo o sul de Portugal; 9) proporcionam locais de lazer e de educação ambiental (Stubbington et al. 2020); 10) providenciam água para populações remotas através de poços escavados nos leitos do rio e da construção de barragens subterrâneas (Silva & Porto, 1982). Com o intuito de estudar o valor ecológico deste Living Lab para a biodiversidade tanto aquática – macroinvertebrados e fitobentos, assim como terrestre - macroinvertebrados e vertebrados, realizaram-se amostragens e colocaram-se camaras fotográficas que documentaram a utilização por mamíferos e algumas aves. Colocaram-se 5 armadilhas do tipo pitfall em uma das margens de cada uma das ribeiras (Toutalga e S. Pedro) de modo a monitorizar a fauna de macroinvertebrados terrestres. Instalaram-se também 4 máquinas fotográficas, 2 em cada troço de cada uma das ribeiras de modo a filmar a utilização das ribeiras pelos mamíferos e aves terrestres. Tanto as armadilhas como as máquinas foram verificadas a cada 15 dias. Analisaram-se as imagens das máquinas fotográficas e obteve-se uma lista de espécies, mamíferos e aves, em cada uma das ribeiras, assim como as suas atividades comportamentais: alimentação e abeberamento, limpeza, atravessamento. Verificamos as condições do rio e o mês. Entre as espécies observadas encontram-se: cegonha negra, lontra, fuinha, texugo, veado.
URI: http://hdl.handle.net/10174/42053
Type: article
Appears in Collections:BIO - Artigos em Livros de Actas/Proceedings

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