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http://hdl.handle.net/10174/42224
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| Title: | Efeitos de um programa de exercício físico na qualidade de vida relacionada com a saúde em indivíduos na pré-reforma e reforma |
| Authors: | Costa, Tiago Filipe Furtado |
| Advisors: | Parraça, José Alberto Frade Martins Cabo, Carolina Alexandra Alípio Mourata do |
| Keywords: | Qualidade de vida Saúde Pré-reforma Reforma Exercício físico Envelhecimento ativo Quality of life Health Pre-retirement Retirement Physical exercise Active aging |
| Issue Date: | 13-May-2026 |
| Publisher: | Universidade de Évora |
| Abstract: | Objetivos: Avaliar o efeito de um programa de exercício físico na
qualidade de vida relacionada com a saúde em indivíduos na pré-reforma e
reforma.
Metodologia: A amostra deste estudo foi constituída por 124
participantes, 46 pessoas no grupo de exercício (GE) e 78 pessoas no grupo de
controlo (GC), com uma idade média de 72.4 anos (±6.9) e 73.2 anos (±5.8),
respetivamente. A composição corporal foi umas das componentes avaliadas,
sendo ultilizado através do calculo do IMC (índice de massa corporal). Foram
utilizados três questionários, o physical activity enjoyment scale (PACES), o
international physical activity questionnaire (IPAQ) e por fim o questionário do
estado de saúde (SF-36 V2).
O questionário PACES foi utilizado para medir a sensação da atividade
física que cada participante realizava, sendo avaliada em 8 categorias, numa
escala de 1 a 7, em que 1 é a melhor sensação e 7 a pior sensação.
O questionário IPAQ-SF foi utilizado para avaliar a quantidade de
atividade física realizada por cada indivíduo. Composto por 4 perguntas de
resposta direta, o questionário visa identificar o tipo de exercício realizado, a
intensidade e a frequência semanal, permitindo uma análise detalhada dos
padrões de atividade física de cada participante.
Por fim o questionário SF-36 V2, foi utilizado para medir a qualidade de
vida relacionada à saúde dos participantes. Esse instrumento avaliou diversos
aspetos do bem-estar físico e mental, proporcionando uma visão geral
abrangente da saúde e qualidade de vida de cada participante por meio de
questões diretas e de fácil compreensão.
Resultados: Após 24 semanas, o GE apresentou tendências favoráveis
em vários indicadores de composição corporal, atividade física e qualidade de
vida quando comparado com o GC. No entanto, a maioria das diferenças entre grupos não atingiu significância estatística (p > 0,05). Destacam-se aumentos no
tempo semanal de caminhada no GE, que revelou um efeito estatisticamente
significativo (p = 0,022; Pη² = 0,148), enquanto os restantes domínios da
atividade física, bem como as dimensões da qualidade de vida e da perceção de
prazer pela atividade física, apresentaram apenas efeitos pequenos a
moderados, sem significância estatística.
Conclusão: Conclui-se que o programa de exercício físico esteve
associado a tendências positivas, particularmente no aumento da atividade física
de intensidade leve a moderada, embora a maioria dos resultados não tenha
demonstrado diferenças estatisticamente significativas entre o GE e o GC após
24 semanas. Importa salientar que o grupo controlo não foi submetido a qualquer
intervenção, pelo que as alterações observadas neste grupo não podem ser
atribuídas a um efeito experimental. Estes resultados sugerem que intervenções
de maior duração, intensidade ou com estratégias complementares poderão ser
necessárias para produzir efeitos estatisticamente mais robustos nos
indicadores de saúde e qualidade de vida avaliados; - Abstract:
Effect of a physical exercise program on health-related quality of life in
individuals in pre-retirement and retirement -
Objectives: To evaluate the effect of a physical exercise program on
health-related quality of life in individuals in pre-retirement and retirement.
Methodology: The sample for this study consisted of 124 participants, 46
people in the exercise group (EG) and 78 people in the control group (CG), with
an average age of 72.4 years (±6.9) and 73.2 years (±5.8), respectively. Body
composition was one of the components evaluated, and this was determined
through the calculation of BMI (body mass index). Three questionnaires were
used: the Physical Activity Enjoyment Scale (PACES), the International Physical
Activity Questionnaire (IPAQ) and finally the Health Status Questionnaire (SF-36
V2).
The “PACES” questionnaire was used to measure the sensation of the
physical activity that each participant performed, and was evaluated in 8
categories, on a scale of 1 to 7, where 1 is the worst sensation and 7 the best
sensation.
The IPAQ questionnaire was used to assess the amount of physical
activity carried out by each individual. Made up of 4 direct response questions,
the questionnaire aims to identify the type of exercise performed, the intensity
and weekly frequency, allowing for a detailed analysis of each participant's
physical activity patterns.
Finally, the SF-36 V2 questionnaire was used to measure the participants'
health-related quality of life. This instrument assessed various aspects of physical
and mental well-being, providing a comprehensive overview of each participant's
health and quality of life through straightforward, easy-to-understand questions.
Results: After 24 weeks, the EG showed favorable trends across several
indicators of body composition, physical activity, and quality of life compared with the CG. However, most between-group differences did not reach statistical
significance (p > 0.05). Notably, weekly walking time increased in the EG,
showing a statistically significant effect (p = 0.022; Pη² = 0.148), whereas the
remaining physical activity domains, as well as quality of life dimensions and
perceived enjoyment of physical activity, demonstrated only small to moderate
effects without statistical significance.
Conclusion: In conclusion, the exercise programmed was associated with
positive trends, particularly in increasing light-to-moderate intensity physical
activity; however, most outcomes did not show statistically significant differences
between the EG and CG after 24 weeks. It is important to note that the control
group did not receive any intervention; therefore, changes observed in this group
cannot be attributed to an experimental effect. These findings suggest that
interventions of longer duration, greater intensity, or incorporating
complementary strategies may be required to achieve more robust statistically
significant effects on health and quality of life indicators. |
| URI: | http://hdl.handle.net/10174/42224 |
| Type: | masterThesis |
| Appears in Collections: | BIB - Formação Avançada - Teses de Mestrado
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