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http://hdl.handle.net/10174/42471
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| Title: | A visão de especialistas sobre a regulamentação do uso de smartphones no ensino básico: dilemas, desafios e perspetivas entre políticas de restrição e práticas de inclusão |
| Authors: | Neves, Susana Raquel Carvalho |
| Advisors: | Cruz, Elisabete Maria Carvalho Gerardo Pires da |
| Keywords: | Smartphone Regulação Políticas educativas Ensino básico Portugal Smartphone Regulation Educational policies Elementary education Portugal |
| Issue Date: | 31-Jul-2026 |
| Publisher: | Universidade de Évora |
| Abstract: | A crescente presença de smartphones e de outros dispositivos móveis no contexto escolar,
tem vindo a suscitar um debate significativo em torno da sua regulamentação no ensino
básico. Entre políticas de restrição e perspetivas de integração pedagógica, emergem
dilemas de natureza pedagógica, social e política que desafiam o papel da escola na
sociedade digital contemporânea.
Neste contexto, o presente estudo tem como objetivo analisar as perceções de especialistas
sobre a regulação do uso de smartphones em meio escolar, procurando identificar os
principais desafios, argumentos e perspetivas que sustentam, tanto abordagens restritivas
como visões integradoras. Para tal, desenvolveu-se uma investigação de natureza qualitativa,
baseada na realização de entrevistas semiestruturadas a especialistas nas áreas da
educação e da tecnologia, com o intuito de compreender os fundamentos, as tensões e as
implicações associadas às medidas adotadas nos sistemas educativos.
Os dados foram submetidos a procedimentos de análise de conteúdo, com recurso ao
software NVivo. Os resultados obtidos contribuem para aprofundar o debate académico e
político sobre a regulação do uso de smartphones na educação, oferecendo elementos de
reflexão para a definição de estratégias que procurem equilibrar proteção, regulação e
integração pedagógica.
A análise dos dados permitiu evidenciar diferentes conceções acerca do impacto dos
dispositivos móveis na escola. Por um lado, destacam-se preocupações relacionadas com a
dispersão da atenção, a dependência digital e o agravamento de desigualdades; por outro,
salientam-se as potencialidades destes dispositivos para a inovação pedagógica, o
desenvolvimento de competências digitais e a promoção de práticas educativas mais
inclusivas.
O estudo evidencia, assim, que a discussão sobre smartphones na escola não se esgota na dicotomia “proibir ou permitir”, antes remetendo para a necessidade de enquadramentos
regulatórios contextualizados, coerentes e operacionalizáveis, capazes de considerar
simultaneamente a cultura escolar, a idade dos alunos, as condições de supervisão, os
recursos disponíveis e as expectativas das famílias e da comunidade. Neste sentido,
emergem como dimensões-chave para a tomada de decisão a clarificação de finalidades
educativas, a definição de regras e consequências proporcionais, a criação de condições de
equidade (nomeadamente no acesso a dispositivos e conectividade), a salvaguarda do
bem‑estar e da privacidade, e a promoção de literacias digitais críticas.
As perceções recolhidas apontam ainda para a importância de políticas que não se limitem a
medidas disciplinares, integrando componentes de formação docente, orientação para alunos
e encarregados de educação, e mecanismos de monitorização e avaliação do impacto das
medidas adotadas.
Como principal contributo desta investigação para o domínio da Administração, Regulação e
Políticas Educativas, a compreensão das tensões contemporâneas entre restrição e inovação
no espaço escolar, enquanto base para a construção de recomendações informadas por
evidência e sensíveis ao contexto, com potencial para apoiar escolas e decisores na definição
de políticas mais consistentes, transparentes e pedagogicamente fundamentadas; - Experts' views on the regulation of smartphone use in primary education: dilemmas,
challenges and perspectives between restrictive policies and inclusive practices
Abstract:
The increasing presence of smartphones and other mobile devices in the school context has
sparked a significant debate around their regulation in primary education. Between restriction
policies and perspectives of pedagogical integration, pedagogical, social, and political
dilemmas emerge that challenge the role of the school in contemporary digital society. In this
context, the present study aims to analyze experts' perceptions regarding the regulation of
smartphone use in schools, seeking to identify the main challenges, arguments, and
perspectives that support both restrictive approaches and integrative views. To this end,
qualitative research was developed, based on the conduct of semi-structured interviews with
experts in the fields of education and technology, with the aim of understanding the
foundations, tensions, and implications associated with the measures adopted in educational
systems.
The data were subjected to content analysis procedures, using NVivo software. The results
obtained contribute to deepening the academic and political debate on the regulation of
smartphone use in education, offering elements for reflection in the definition of strategies that
seek to balance protection, regulation, and pedagogical integration. The data analysis made
it possible to highlight different conceptions about the impact of mobile devices in schools. On
the one hand, concerns related to attention dispersion, digital dependency, and the worsening
of inequalities stand out; on the other hand, the potential of these devices for pedagogical
innovation, the development of digital skills, and the promotion of more inclusive educational
practices is emphasized.
The study thus shows that the discussion about smartphones in school does not end with the
dichotomy 'ban or allow', instead pointing to the need for contextualized, coherent, and
operationalizable regulatory frameworks, capable of simultaneously considering the school
culture, the students' age, the supervision conditions, the available resources, and the expectations of families and the community. In this sense, key dimensions for decision-making
emerge, such as clarifying educational purposes, defining rules and proportional
consequences, creating conditions of equity (particularly in access to devices and
connectivity), safeguarding well-being and privacy, and promoting critical digital literacies.
The perceptions collected also point to the importance of policies that are not limited to
disciplinary measures, incorporating components of teacher training, guidance for students
and parents, and mechanisms for monitoring and evaluating the impact of the measures
adopted. As the main contribution of this research to the field of Administration, Regulation,
and Educational Policies, it provides an understanding of contemporary tensions between
restriction and innovation in the school environment, serving as a basis for the construction of
evidence-informed and context-sensitive recommendations, with the potential to support
schools and policymakers in defining more consistent, transparent, and pedagogically
grounded policies. |
| URI: | http://hdl.handle.net/10174/42471 |
| Type: | masterThesis |
| Appears in Collections: | BIB - Formação Avançada - Teses de Mestrado
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