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http://hdl.handle.net/10174/42290
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| Title: | Sedimentação Carbonatada da Zona de Ossa-Morena: novos dados e desafios |
| Authors: | Moreira, Noel Machado, Gil Piçarra d'Almeida, José Martins, Rúben Primo, Hugo Dimas, João Roseiro, José |
| Editors: | Moreira, Noel |
| Issue Date: | 2026 |
| Publisher: | Universidade de Évora |
| Citation: | Moreira, N., Machado, G., Piçarra, J., Martins, R., Primo, H., Dimas, J., Roseiro, J. (2026), Sedimentação Carbonatada da Zona de Ossa-Morena: novos dados e desafios. Guia de Excursão do XII Congresso Nacional de Geologia, 40p. ISBN: 978-972-778-553-7 |
| Abstract: | A sedimentação carbonatada evoluiu ao longo de cerca de 3,5 mil milhões de anos, desde precipitados inorgânicos/microbianos resultantes da precipitação de carbonatos diretamente da água do mar, para sistemas biogénicos maciços, mais ou menos complexos, ao longo do Fanerozoico. Esta evolução apresenta um salto qualitativo relacionado com o aparecimento de exoesqueletos carbonatados e dos primeiros organismos construtores de recifes no Fanerozoico: primeiramente com o aparecimento dos arqueociatídeos durante o Câmbrico, seguidos por esponjas e corais, bem como por outras faunas associadas a recifes portadoras de esqueletos carbonatados, como são exemplo os crinóides ou os briozoários. Nesse sentido, o Maciço Ibérico torna-se um sítio privilegiado para assistir a esta transição, possuindo sucessões de idades Ediacáricas e Paleozoicas que registam (ou poderiam registar) estas transformações.
O Maciço Ibérico foi subdividido em várias zonas paleogeográficas com base no seu registo sedimentar e nas suas características tectono-metamórficas e magmáticas. Nas suas zonas paleogeográficas internas, nomeadamente na Zona de Ossa-Morena (ZOM), que é composta por uma sucessão meta-sedimentar de idade Ediacárica e Paleozoica, desenvolvem-se quatro episódios significativos de sedimentação carbonatada de natureza marinha: Câmbrico (Série 2), Ordovícico Superior, Silúrico superior e Devónico Inferior-Médio. Para além disso, ocasionalmente surgem rochas carbonatadas de natureza marinha nas bacias de idade mississíppica, sejam eles resultantes do desmantelamento de unidades mais antigas (olistólitos) ou resultantes da própria sedimentação marinha de unidades em níveis de natureza carbonatada.
É sobre a idade das sucessões carbonatadas paleozoicas da ZOM que se debruça esta excursão realizada no âmbito do XII Congresso Nacional de Geologia. Embora várias unidades carbonatadas tenham sido reconhecidas, poucas são as sucessões meta-sedimentares onde o controlo estratigráfico esteja plenamente estabelecido, sendo alvo de debate há largas décadas. São exemplo disso as sucessões do sector Alter-do-Chão-Elvas, Estremoz, Ferrarias ou Ficalho, onde as sucessões apesar de apresentarem algum controlo bioestratigráfico, isotópico ou geocronológico, continuam sem dados significativos no que respeita à idade das sucessões carbonatadas, ou às sucessões de Viana do Alentejo e Trigaches, onde, face ao tectono--metamorfismo Varisco, apresentam incógnitas no que respeita à sua idade estratigráfica. Em ambos os casos, as idades atribuídas a estas sucessões decorrem das correlações litoestratigráficas com secções espanholas vizinhas, onde as idades das sucessões carbonatadas estão bem definidas, em muito devido às condições de preservação relacionadas com os processos pós-deposicionais (e.g. tectono-metamorfismo varisco e a dolomitização tardia).
Ao longo dos últimos anos, os trabalhos realizados nestas sucessões têm aumentado o conhecimento e se há dúvidas e questões que foram estão comsensualmente esclarecidas, outras nem tanto. Nesta excursão pretende-se visitar alguns dos locais emblemáticos onde estas sucessões afloram (e em alguns casos onde são explorados) e discutir in situ a sua génese e significado estratigráfico e geodinâmico. |
| URI: | http://hdl.handle.net/10174/42290 |
| Type: | book |
| Appears in Collections: | ICT - Publicações - Livros
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