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http://hdl.handle.net/10174/42419
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| Title: | Esboço Geológico do Maciço de Gebarela (Zona de Ossa-Morena) |
| Authors: | Roseiro, José Moreira, Noel de Oliveira, Daniel Nogueira, Pedro |
| Issue Date: | Jun-2026 |
| Publisher: | Universidade de Évora |
| Citation: | ROSEIRO, J., MOREIRA, N., DE OLIVEIRA, D., NOGUEIRA, P. (2026), Esboço Geológico do Maciço de Gebarela (Zona de Ossa-Morena). XII Congresso Nacional de Geologia – Livro de Resumos, Évora, 91-92. ISBN: 978-972-778-551-3 |
| Abstract: | Dentro do conjunto das rochas alcalino-silicatadas da Zona de Ossa-Morena, o maciço de Gebarela consiste num pequeno plutão tabular e zonado concentricamente, com duas unidades aflorantes principais: (i) uma unidade interna composta essencialmente por albititos, e (ii) um anel externo com sienitos mesocratas. Este maciço instalou-se na Formação Carbonatada (Série 2 do Câmbrico) durante o evento de rifte intracontinental do bordo do Gondwana, a qual exibe evidências de metamorfismo de contacto com condições térmicas que atingiram pelo menos a fácies da hornblenda (por vezes formando rochas calco-silicatadas compostas quase exclusivamente por granada). Os albititos da unidade interna são hololeucocratas de grão médio, textura fanerítica equigranular cumulada compostos essencialmente por albite (1-3 mm), e por moscovite, magnetite e zircão acessórios. Por vezes, a albite mostra porções irregulares de exsolução de feldspato. Os sienitos mesocratas de bordo são mineralogicamente mais diversos, no lado NE ricos em albite e com abundante titanite, apatite e epídoto (pistachite) e no lado SW caracterizados pela presença da apatite, epídoto e granada (por vezes anisótropa, inferindo a componente grossulária dominante). O primeiro esboço geológico do maciço de Gebarela foi apresentado por Pinto Coelho e Gonçalves (1972) que descrevem, para além do zonamento interno, um conjunto de fácies sienitóides em profundidade atravessadas por uma sondagem, referindo a presença de anfíbola sódica, hornblenda, clorite e calcite. Enquanto o núcleo (albitito) provavelmente representa um produto direto da cristalização, a presença de minerais ricos em cálcio encontrados na periferia do maciço sugere a interação entre líquidos magmáticos alcalinos e as rochas encaixantes da Formação Carbonatada, em que assimilação ou metassomatismo nas margens deu origem ao conjunto de minerais calco-silicatados e apatite. Os efeitos da Orogenia Varisca notam-se na geometria do maciço, alongado segundo a tendência NNW-SSE, típico da 2ª fase de deformação regional observada nos padrões de interferência regionais (Moreira et al., 2014). A albite mostra evidências de recristalização tectono-metamórfica de baixo grau (abaixo dos 400ºC), designadamente microfraturação intensa, extinção ondulante, maclas em cunha e por vezes kinking. Para além disto, o maciço é intruído por um dique granítico orientado NE-SW (do sistema da Messejana) e afetado pelo padrão de fraturação tardi-Varisco segundo duas direções principais que refletem três falhas com abatimento vertical (direção WNW-ESSE, NE-SW e NNE-SSW) que controlam o padrão de afloramento. |
| URI: | http://hdl.handle.net/10174/42419 |
| Type: | lecture |
| Appears in Collections: | GEO - Comunicações - Em Congressos Científicos Nacionais
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