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http://hdl.handle.net/10174/42420
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| Title: | Duas unidades carbonatas distintas no Setor Estremoz-Barrancos (Zona de Ossa-Morena)? Discussão do significado biostratigráfico dos calcários de Bencatel, Ferrarias e Barrancos |
| Authors: | Silvério, Gonçalo Moreira, Noel Pereira, Sofia |
| Issue Date: | Jun-2026 |
| Publisher: | Universidade de Évora |
| Citation: | SILVÉRIO, G., MOREIRA, N., PEREIRA, S. (2026), Duas unidades carbonatas distintas no Setor Estremoz-Barrancos (Zona de Ossa-Morena)? Discussão do significado biostratigráfico dos calcários de Bencatel, Ferrarias e Barrancos. XII Congresso Nacional de Geologia – Livro de Resumos, Évora, 204-205. ISBN: 978-972-778-551-3 |
| Abstract: | No Setor Estremoz-Barrancos (Zona de Ossa-Morena; ZOM) afloram unidades carbonatadas de idade e correlação incertas. A sucessão do Anticlinal de Estremoz (AE) apresenta claras semelhanças com a transição Neoproterozoico-Câmbrico inferior da ZOM. Aqui desenvolve-se no topo da sucessão o Complexo Vulcano-Sedimentar-Carbonatado de Estremoz (CVSCE), constituído predominantemente por mármores calcíticos puros, que têm sido correlacionados com as unidades recifais do Câmbrico inferior do lado espanhol da ZOM com base em dados isotópicos (Moreira et al., 2019), embora a sua idade seja alvo de debate (Piçarra e Sarmiento, 2006). No bordo sul do AE, em Bencatel, aflora uma outra unidade carbonatada, distinguível cartográfica e litologicamente do CVSCE. Os mármores são impuros, ricos em argila e matéria orgânica, tendo baixa recristalização metamórfica e apresentandose silicificados e dolomitizados. Na parte média da sucessão ocorre um nível centimétrico com tentaculites diminutas (<5mm). As câmaras embrionárias apresentam-se mal preservadas, mas a morfologia ortocónica da concha, com estrias anelares, e as suas dimensões sugerem formas planctónicas de Chonioconarida, apontando para uma idade no intervalo Ordovícico Superior-Devónico. Para SE, desenvolve-se a estrutura de Ferrarias, onde também aflora uma sucessão carbonatada impura, rica em matéria orgânica com metamorfismo insipiente. Os calcários apresentam silicificação e dolomitização crescente em direção ao núcleo da estrutura, onde aflora um filão de quartzo com sulfuretos. Também estes são fossilíferos, com elementos colunais de crinoides isolados e conodontes dos géneros Ozarkodina? e Oulodus? (Piçarra e Sarmiento, 2006), indicando uma idade silúrica. Calcários semelhantes surgem ainda em Barrancos, com elementos colunais de crinoides isolados. Apesar da escassez de dados paleontológicos, a coerência cronológica e as semelhanças texturais entre as sucessões carbonatadas de Bencatel, Ferrarias e Barrancos, sugerem que correspondem a uma sucessão de calcários de idade silúrica, possivelmente equivalente aos “Calcários com Scyphocrinites” e distintos dos mármores do CVSCE, de idade potencialmente
câmbrica. |
| URI: | http://hdl.handle.net/10174/42420 |
| Type: | lecture |
| Appears in Collections: | GEO - Comunicações - Em Congressos Científicos Nacionais
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