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http://hdl.handle.net/10174/40875
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| Title: | Otimização de Técnicas Moleculares: estudo do Impacto da Temperatura e Humidade na Identificação de Estrongilídeos Gastrointestinais em Pequenos Ruminantes |
| Authors: | Fitas, Margarida Lucena, Sonia Padre, Ludovina |
| Issue Date: | Mar-2025 |
| Publisher: | Revista Portuguesa de Ciências Veterinárias |
| Citation: | Margarida Fitas, Ana Teresa Belo, Inês Delgado,
Sónia Lucena, Ludovina Padre, Alexandre Leitão,
Sara Zúquete, 2025, Otimização de Técnicas Moleculares: estudo do
Impacto da Temperatura e Humidade na Identificação
de Estrongilídeos Gastrointestinais em Pequenos
Ruminantes, Proceedings Book of the 16th International Conference of the
Hospital Veterinário Muralha de Évora, RPCV (2025) 120 (627) 25. |
| Abstract: | Introdução e Objetivos: O aumento da resistência
aos anti-helmínticos ameaça a sustentabilidade deste
setor de produção. Urge implementar estratégias de
controlo focadas na manutenção da fauna parasitária
e desparasitação seletiva, reduzindo a pressão de
seleção. Além disso, os métodos atuais de diagnóstico
de infeções por estrongilídeos gastrointestinais exigem
recolha e processamento rápido de fezes frescas. As
técnicas moleculares surgem como solução promissora,
simplificando o diagnóstico e a logística associada.
Este estudo tem como objetivo avaliar a viabilidade
de um possível diagnóstico diretamente a partir de
amostras fecais, por PCR convencional, testando o
efeito da temperatura e da humidade de preservação das
amostras.
Metodologias e Resultados: Inicialmente, utilizaramse
diferentes metodologias para avaliar quanto à
capacidade de extração de DNA genómico de fezes
recolhidas a fresco e larvas infetantes (L3) obtidas por
coprocultura (controlo), provenientes de cabras e ovelhas
desparasitadas há mais de três meses: DNeasy Blood
& Tissue e PowerSoil (Qiagen), Chelex (Biorad). Para
avaliar o impacto da temperatura e da humidade das
amostras na extração de DNA genómico, as amostras
foram mantidas à temperatura ambiente ou refrigeradas
a 4°C durante 24 horas, subdivididas, calcadas em papel
de filtro (3mm) e desidratadas na estufa a 25°C durante
16 horas ou mantidas frescas. Em todas as condições,
foi possível extrair DNA genómico, amplificar uma porção
do gene ITS1 do rRNA (Internal Transcriber Spacer) e
identificar os géneros parasitários predominantes por
sequenciação direta. Por clonagem em plasmídeo,transformação em células E. coli e sequenciação
foi possível confirmar a presença de outros géneros
nas amostras. Os resultados demonstraram que a
desidratação das amostras na estufa foi essencial para a
amplificação do gene ITS1 (rRNA), independentemente
da temperatura de armazenamento. Sugerindo que
o nível de humidade possa ser um fator crítico para o
sucesso da técnica.
Principais Conclusões: Os dados obtidos mostram
ser possível identificar os géneros parasitários mais
abundantes quer em amostras de fezes ou de larvas
infetantes após sete dias de coprocultura. Apesar da
análise direta de fezes proporcionar resultados mais
rápidos, a sua interpretação pode ser dificultada pela
prolificidade variável entre géneros parasitários. A
temperatura não parece ser um fator determinante
para a identificação de estrongilídeos gastrointestinais.
Contudo, a redução da humidade parece ser essencial
para o sucesso da amplificação, um passo crítico no
processo de diagnóstico. O papel de filtro permite rapidez
e fácil implementação, o que sugere a viabilidade de
aplicação em campo. |
| URI: | https://spcv.pt/revista-digital/ http://hdl.handle.net/10174/40875 |
| Type: | article |
| Appears in Collections: | MED - Artigos em Livros de Actas/Proceedings
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