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http://hdl.handle.net/10174/40926
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| Title: | Estrongilídeos gastrointestinais, Estação do ano e Condição Corporal: Qual a relação em Merinos criados no Montado Alentejano? |
| Authors: | Braz, Maria Felicio, Maria Silva, Rafael Lopes, Jordana Ferreira, Joana Caetano, Pedro Lucena, Sonia Travessa, Sandra Perloiro, Tiago Charneca, Rui Bettencourt, Elisa Padre, Ludovina |
| Issue Date: | Mar-2025 |
| Publisher: | Revista Portuguesa de Ciências Veterinárias |
| Citation: | Maria Braz, Maria Felício, Rafael Silva, Jordana Lopes, Joana Ferreira, Pedro Caetano, Sónia Lucena,Sandra Travessa, Tiago Perloiro, Rui Charneca, ElisaBettencourt, Ludovina Padre. Estrongilídeos gastrointestinais, Estação do ano e Condição Corporal: Qual a relação em Merinos criados no Montado Alentejano? Proceedings Book of the 16th International Conference of the
Hospital Veterinário Muralha de Évora. RPCV (2025) 120 (627) 39. |
| Abstract: | Introdução e objetivos: As infeções por
estrongilídeos gastrointestinais (EGI) em ovinos apresentam consequências que vão desde perda de peso, diminuição da produção de leite e lã até sinais clínicos compatíveis com anemia, gastrite e enterite com perda de proteínas. O montado alentejano possui
características edafoclimáticas particulares, estando as raças autóctones como o Merino Branco e Merino Preto adaptadas aos sistemas de produção extensivo e de sequeiro.
Os objetivos deste trabalho foram: avaliar a
eliminação de ovos de EGI em fezes em duas estações do ano (seca e húmida) e relacionar as mesmas com a condição corporal de ovinos das raças Merino Branco e Preto.
Metodologia e resultados: Foram recolhidas
amostras de fezes (n=1376) e registada a condição corporal (CC, n=1417) em animais provenientes de 10 explorações de ovinos Merino Branco e Merino Preto para realização de coprologias (OPG, ovos/g). As amostras da estação seca foram recolhidas nos meses de outubro a novembro, e as amostras da estação
húmida nos meses de janeiro a abril. A CC foi registada numa escala de 1 a 5. As coprologias foram realizadas pela técnica de McMaster modificada. A média da CC dos
ovinos analisados na estação seca era de 2,96 e de 3,38 na estação húmida. A média de OPG na estação seca foi de 347,55 e de 208,92 na estação húmida. Foi realizado um modelo de regressão linear para analisar a relação
entre OPG e CC nas duas colheitas. Na estação seca, a relação foi significativa (p = 0.001989), mas o R² ajustado de 0.04872 indica que apenas 4.87% da variação na CC
é explicada por OPG. Na estação húmida, a relação foi mais forte (p = 1.76e-12), com R² ajustado de 0.07394, sugerindo que OPG explica 7.39% da variação na CC.
Principais conclusões: Os resultados obtidos vão ao encontro de trabalhos anteriores que referem que altos níveis de eliminação de ovos de EGI podem afetar a CC dos animais. Contudo, essa correlação neste estudo foi mais evidente na estação húmida, o que
sugere a existência de mais variáveis à alteração de CC dos animais,
Em resumo, OPG tem um impacto significativo sobre CC nas duas colheitas, sendo mais evidente na segunda colheita. No entanto, a explicação da variação na CC por OPG é limitada, sugerindo que outras variáveis também desempenham um papel relevante na determinação da CC.
Conhecer os níveis de eliminação de EGI na região do montado alentejano e nas raças autóctones é importante para poder desenvolver estratégias de controlo integrado
destas infeções e transferir conhecimentos técnicos aos produtores da nossa região. |
| URI: | https://spcv.pt/wp-content/uploads/2025/06/RPCV20251206274-53.pdf http://hdl.handle.net/10174/40926 |
| Type: | article |
| Appears in Collections: | MED - Artigos em Livros de Actas/Proceedings
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